As feiras de negócios concentraram aproximadamente 6 milhões de participantes em São Paulo em 2025, o equivalente a 75% de todo o público contabilizado pelo Barômetro de Eventos B2B UBRAFE/SPTuris.
O dado ajuda a dimensionar o espaço que as feiras ocupam no mercado de eventos B2B. Ao todo, a cidade recebeu 1.511 eventos de grande porte voltados à geração de negócios no ano, crescimento de 22% sobre os 1.233 registrados em 2024.
O levantamento considera eventos com pelo menos 700 participantes e reúne feiras, congressos, convenções e eventos corporativos.
Além do crescimento na quantidade de eventos, cerca de 8 milhões de pessoas participaram desses encontros em 2025, alta de 2,5% na comparação com o ano anterior.
Esse fluxo gerou impacto econômico estimado em R$ 14 bilhões na cadeia de hospitalidade da cidade de São Paulo.
Mas os números também revelam uma dimensão que ainda não aparece integralmente nas estatísticas: os negócios desenvolvidos a partir das conexões realizadas dentro das feiras.
O impacto da feira começa antes da abertura dos pavilhões
Para uma empresa expositora, a participação em uma feira não se restringe aos dias de realização do evento.
Antes da abertura dos pavilhões, há definição de objetivos comerciais, preparação das equipes, prospecção de potenciais clientes, agendamento de reuniões, preparação de lançamentos e planejamento das ações voltadas ao público.
É nesse período que começa parte das conexões que depois chegam ao ambiente presencial. Por isso, estruturar o planejamento para participar de uma feira de negócios também significa pensar na presença da empresa como um ciclo que começa antes do evento.
Durante a feira, essa preparação se transforma em reuniões, demonstrações, negociações e contato direto entre empresas, clientes, fornecedores, parceiros e potenciais compradores.
A concentração de diferentes agentes de uma mesma cadeia produtiva em poucos dias é uma das características das feiras B2B. Em 2025, mais de 250 feiras de negócios foram realizadas somente na cidade de São Paulo.
Os negócios continuam depois do evento
O encerramento da feira também não significa o fim dessa jornada. Contatos realizados durante o evento precisam ser acompanhados, propostas podem ser desenvolvidas e novas reuniões realizadas. Negociações iniciadas presencialmente podem avançar posteriormente para contratos e parcerias.
Essa continuidade ajuda a explicar por que mensurar todo o impacto econômico de uma feira ainda é um desafio. Os R$ 14 bilhões calculados pelo Barômetro UBRAFE/SPTuris estão relacionados à presença dos participantes e aos gastos realizados na cadeia de hospitalidade da cidade.
Não entram nessa conta os negócios efetivamente gerados pelas empresas expositoras durante ou depois das feiras. Também ficam de fora os investimentos realizados pelas próprias empresas para participar dos eventos, como locação de espaços e montagem de estandes.
Por isso, o valor não representa toda a movimentação econômica associada ao mercado de feiras B2B. Do ponto de vista do expositor, essa diferença também reforça a necessidade de acompanhar os resultados da própria participação. Indicadores de público e movimentação do evento ajudam a dimensionar seu alcance, enquanto métricas ligadas à participação da empresa na feira permitem observar os efeitos daquela presença sobre seu próprio negócio.
Feiras também movimentam o turismo de negócios
Outra dimensão identificada pelo levantamento está na origem dos participantes. Dos aproximadamente 8 milhões de participantes contabilizados em 2025, 70% eram moradores do estado de São Paulo e 30% eram turistas de negócios vindos de outros estados ou do exterior.
Isso representa cerca de 2,4 milhões de turistas de negócios ao longo do ano. Nas feiras realizadas na capital, a UBRAFE estima ainda a participação de mais de 600 mil turistas internacionais, com destaque para visitantes provenientes da China, dos Estados Unidos e de países europeus.
A circulação desse público movimenta segmentos como hotelaria, alimentação, transporte e serviços, ampliando os efeitos econômicos das feiras para além dos pavilhões.
Nesse contexto, a própria organização da viagem passa a fazer parte da jornada de participação em um evento B2B. Na Informa, essa frente é apoiada pelo Atelier by Informa, que reúne serviços de viagem e hospedagem voltados a expositores e visitantes.
Entre as facilidades estão tarifas negociadas em hotéis, acordos com companhias aéreas, traslados, locação de veículos, concierge e atendimento antes, durante e depois do evento, além de suporte emergencial 24 horas. Para grupos e delegações, o serviço também contempla bloqueios de hospedagem e passagens aéreas, enquanto os serviços terrestres incluem deslocamentos entre aeroportos, hotéis e centros de convenções.
A estrutura ajuda a atender uma necessidade diretamente relacionada ao crescimento do turismo de negócios apontado pelo Barômetro: quando parte relevante da audiência de uma feira vem de outras cidades, estados ou países, deslocamento e hospedagem deixam de ser elementos acessórios e passam a integrar a experiência do participante.
Ao facilitar essa etapa, a Informa amplia o suporte à jornada de quem participa das feiras, inclusive antes da chegada ao pavilhão.
Mensuração ainda é um desafio para o setor
Para a UBRAFE, ampliar o alcance dos dados é uma das próximas etapas para compreender melhor a dimensão econômica do mercado.
“O Barômetro mostra uma parcela importante do impacto dos eventos na economia, mas ainda existe uma dimensão que não está contabilizada. Acredito que um dos grandes desafios para os próximos anos seja ampliar o alcance do Barômetro. Hoje, em São Paulo, consideramos eventos com mais de 700 participantes, o que significa que uma parcela importante do universo de eventos corporativos ainda não entra nesse levantamento, como reuniões e encontros de menor porte realizados em hotéis, por exemplo”, afirma Paulo Octávio Pereira de Almeida (P.O.), presidente-executivo da UBRAFE.
Segundo ele, a intenção é ampliar o levantamento em São Paulo a partir de 2027 e, posteriormente, avançar para outras cidades e regiões do país.
“Para 2027, nossa intenção é ampliar o Barômetro em São Paulo e, posteriormente, avançar para outras cidades e regiões do país. Pelas nossas estimativas, são realizados mais de 2 mil eventos e feiras de diferentes portes no Brasil todos os anos. Se conseguirmos dimensionar também o impacto desses eventos na cadeia de hospitalidade das cidades que os recebem, teremos um retrato muito mais completo da relevância do setor para a economia nacional”.
Para as empresas que participam desses encontros, existe ainda outra etapa da mensuração: entender o que acontece com as conexões realizadas durante a feira depois que o evento termina.
O acompanhamento dos contatos é parte desse processo, especialmente quando a participação tem objetivos comerciais. O Conexão B2B reúne também orientações sobre como gerenciar leads no pós-evento.
A conexão entre empresas e mercados vai além dos dias de feira
Se os negócios gerados em uma feira começam antes da abertura dos pavilhões e continuam depois do encerramento, a conexão entre empresas e seus públicos também pode acontecer ao longo de todo o ano.
Na Informa, as feiras fazem parte de um ecossistema mais amplo de conexão entre mercados. A atuação combina experiências presenciais e digitais, reunindo audiência, conteúdo digital especializado, feiras de negócios, eventos híbridos, marketplaces e inteligência de mercado para aproximar compradores, vendedores e tomadores de decisão.
Essa combinação constrói uma jornada de relacionamento e negócios que não fica limitada aos dias de realização dos eventos. A Informa estrutura suas plataformas para conectar empresas e mercados ao longo de todo o ano.
Nesse contexto, o encontro presencial continua sendo um momento importante para relacionamento, descoberta de produtos e geração de oportunidades, mas passa a integrar uma jornada mais extensa.
Os canais e soluções digitais da Informa ampliam esses pontos de contato antes e depois das feiras, permitindo que expositores permaneçam conectados a profissionais dos mercados em que atuam ao longo do ano.
Essa lógica acompanha a própria dinâmica apontada pelo Barômetro UBRAFE/SPTuris: as oportunidades construídas em torno de uma feira não começam nem terminam necessariamente nos dias do evento. Elas fazem parte de uma jornada mais ampla de relacionamento, informação e geração de negócios.
Para quem está estruturando essa presença, o Conexão B2B também aborda como integrar eventos B2B à estratégia de marketing.
Calendário de feiras da Informa no Brasil em 2027
O calendário de 2027 já reúne eventos da Informa voltados a diferentes mercados no Brasil. Entre as datas oficialmente divulgadas estão:
- Plástico Brasil: 15 a 19 de março, no São Paulo Expo, em São Paulo.
- Intermodal South America: 13 a 15 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
- Agrishow: 26 a 30 de abril, em Ribeirão Preto (SP).
- EXPOMAFE: 4 a 8 de maio, no São Paulo Expo, em São Paulo.
- Hospitalar: 18 a 21 de maio, no São Paulo Expo, em São Paulo.
- Fispal Food Service e Fispal Sorvetes: 18 a 21 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
- Fispal Tecnologia e TecnoCarne: 22 a 25 de junho, no São Paulo Expo, em São Paulo.
- FuturePrint&Sign: 13 a 16 de julho, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
- Fi South America: 3 a 5 de agosto, no São Paulo Expo, em São Paulo.
- Concrete Show: 17 a 19 de agosto, no São Paulo Expo, em São Paulo.
Para empresas que já começam a estruturar as participações do próximo ano, olhar para o calendário com antecedência permite inserir cada feira dentro de uma jornada mais ampla – antes, durante e depois do encontro presencial e conectar a participação aos objetivos de relacionamento e negócios da empresa.