A paisagem dos eventos B2B está em constante mudança. Antes, um estande eficaz se resumia a um bom design e uma pilha de flyers. O novo paradigma exige conexão. 

Para expositores que buscam ir além da simples presença, o storytelling digital emerge como estratégia fundamental, transformando um espaço físico temporário em um ecossistema narrativo contínuo, capaz de gerar engajamento com os visitantes e resultados de negócios tangíveis. 

Entendendo o Storytelling Digital 

O Storytelling Digital é uma abordagem de comunicação que utiliza elementos narrativos em múltiplos formatos e plataformas, como vídeos, redes sociais, blogs, podcasts, realidade aumentada, para criar uma conexão emocional profunda, memorável e persuasiva com o público. Essa estratégia transforma a história contada por uma marca, produto ou serviço em uma experiência mais envolvente.

Enquanto o storytelling tradicional foca na narrativa linear, o storytelling digital abrange três dimensões cruciais:

  1. Multimídia: o uso combinado de texto, imagem, áudio e vídeo para enriquecer a história.
  2. Interatividade: o público não é um receptor passivo; ele pode participar da história através de comentários, votos, quizzes ou mesmo experiências imersivas como Realidade Aumentada ou Realidade Virtual.
  3. Transmídia: a história se desdobra em diferentes plataformas, respeitando as particularidades de cada canal. 

Storytelling digital em eventos: como construir uma narrativa 360º?

A participação em um evento vai além do espaço físico do estande. Para construir uma marca coesa e gerar valor, o expositor pode utilizar o storytelling digital para criar uma narrativa antes, durante e depois do encontro presencial.

1. Pré-evento: como construir expectativa e contexto?

O storytelling é usado aqui para posicionar a marca como uma solução confiável. O objetivo principal é gerar expectativa qualificada, ou seja, atrair as pessoas certas, que se identificam com a dor que sua empresa resolve. 

Algumas ações que podem ajudar nessa definição: 

  • Mensagem unificada: defina a única história que será contada no evento, como “Como superar a complexidade na gestão de dados?”. Pense em algo que será usado em toda a comunicação pré-evento.
  • Conteúdo interativo: crie quizzes ou pesquisas curtas em landing pages. O objetivo é que o ato de responder já crie algum engajamento com o lead e a narrativa do conflito, além de permitir que você personalize a mensagem de follow-up depois. 
  • Conteúdo de autoridade: publique conteúdos aprofundados que usem dados narrativos para ilustrar a dimensão do problema e o custo de não resolvê-lo. Isso posiciona a marca como especialista. O objetivo aqui é fortalecer a percepção de valor sobre a marca. 
  • Lançamento com narrativa: se o planejamento prevê lançar um novo produto ou funcionalidade  no evento, use a fase pré-evento para humanizar esse desenvolvimento. É possível criar a história de como e porque ele foi criado, como a dor de um cliente real que inspirou a inovação. Isso conecta o produto a um propósito e eleva a percepção de valor antes mesmo de o item ser visto.

Nos canais digitais de conteúdo da Informa, é possível fazer publicações desses materiais que reforçam a autoridade do expositor e conversam diretamente com uma audiência altamente qualificada. 

2. A experiência imersiva durante o evento

Durante o evento, a narrativa digital ganha vida no espaço físico do estande, transformando visitantes em participantes ativos. Agora, o objetivo é criar uma experiência que conecta o físico ao digital, para envolver os sentidos e a emoção do público. O estande não é um palco dinâmico onde a história se desenrola. Cada elemento visual e auditivo deve contribuir para a imersão. 

Aqui estão algumas ideias para fazer isso acontecer: 

  • Jornada visível: faça o planejamento do estande como um mapa narrativo. A entrada pode representar o ponto de partida (o desafio que o cliente enfrenta), utilizando projeções de luzes ou gráficos de movimento que simulam a complexidade. À medida que o visitante avança, ele entra na área de solução, onde a iluminação se torna mais clara e os visuais mais organizados, culminando em um espaço de resultado que exala tranquilidade e sucesso.
  • Imersão auditiva: crie uma paisagem sonora que complementa a narrativa visual. Na área de “desafio”, o som pode ter um ritmo mais acelerado e complexo; na área de “solução”, o som se torna mais harmonioso e claro. O áudio, sutilmente, guia a emoção do visitante através dos diferentes estágios da história.
  • Criação de personagens: a equipe também pode ser parte da narrativa. Crie papeis para cada pessoa e elabore uma ação para que eles sejam os guias experientes que entendem o conflito do visitante e o conduzem à solução.

Ao entrelaçar o ambiente físico com o conteúdo digital interativo e uma equipe treinada para contar histórias, o estande se transforma de um espaço passivo em um centro de descoberta e envolvimento, onde o visitante se torna o verdadeiro protagonista da jornada.

3. Consolidando a relação após o evento

O Storytelling Digital na fase pós-evento é o momento de transformar o encontro em uma memória que dure. Nesta etapa, aposte em ações que vão nutrir a relação com o lead, consolidando a percepção de coerência. Você quer que o lead saia de “uau, que interessante” para “sim, esta solução funciona para mim”. 

Enviar um e-mail genérico de agradecimento e chamar o lead para uma conversa dificilmente vai trazer grandes resultados. Depois de todo esforço do storytelling antes e durante o evento, a parte do pós precisa ser uma ponte de volta para a experiência vivida no estande. Nesta fase, aproveite o storytelling digital como a ferramenta para fornecer provas irrefutáveis do valor da sua solução, transformando a promessa em realidade.

  • Resgate a dor: o primeiro contato pós-evento pode referenciar a dor ou o desafio que o lead compartilhou ou com o qual ele interagiu no estande. Exemplo: Em vez de “Obrigado por visitar nosso estande”, use: “Na nossa conversa, percebemos que o [Desafio X, como a sobrecarga de relatórios] é sua principal prioridade. É exatamente por isso que a [Sua Solução] existe.”
  • Recuperação visual: use imagens, identidade visual, vídeos ou GIFs no follow-up que mostrem a demonstração ou o painel interativo com o qual o lead interagiu. Isso ativa a memória de imersão e o transporta mentalmente de volta ao momento de valor.
  • Histórias de clientes: para leads que estavam interessados, mas hesitantes, envie histórias de superação de clientes. O foco é na identificação: conte a jornada de um cliente que estava exatamente na mesma situação de dúvida e como ele superou o risco. Isso alivia a objeção e fortalece a confiança.
  • Conteúdo sobre o próximo passo: essa etapa final do contato deve ser um convite para o futuro. Envie um guia prático que o posicione como consultor e continue a educar o lead de forma útil, mantendo a marca ativa na mente dele como o guia confiável para a próxima fase de crescimento.

Durante as feiras organizadas pela Informa, os expositores utilizam o Leadster By Informa, uma ferramenta essencial para capturar e qualificar leads em tempo real, além disso, é possível fazer anotações e registrar informações importantes para o contato com o cliente após o evento.

Como construir uma experiência em diferentes canais?

Em um mercado saturado de informações e concorrentes, a integração do storytelling digital transforma a participação de um expositor, levando mais destaque e construindo uma jornada de valor com futuros clientes. Ao garantir que a narrativa seja consistente nas fases pré, durante e pós-evento, é possível construir um outro tipo de relação, baseada na confiança de que a sua marca é quem entende e resolve aquele problema. 

Essa coerência narrativa, que utiliza o ambiente físico do estande como um capítulo imersivo e os canais digitais como a extensão do relacionamento, é a chave para converter impressões em parcerias estratégicas. A verdadeira vitória não está no número de cartões de visita coletados, mas na capacidade de construir uma história que segue o cliente onde quer que ele esteja.

Para explorar como essa jornada pode se estender por todos os canais de comunicação, descubra como garantir uma experiência Omnichannel para eventos e uma jornada integrada para o cliente.